PRIVATIZAÇÃO: ERROS E ACERTOS NA PRIVATIZAÇÃO DOS CARTÓRIOS EXTRAJUDICIAIS NO ESTADO DA BAHIA

Autores

  • ELIZABETE OLIVEIRA RANGEL DA SILVA Tribunal de Justiça da Bahia - TJBA
  • JORLANIO LINO SANTOS Tribunal de Justiça da Bahia - TJBA
  • NOELY DIAS DE CARVALHO Tribunal de Justiça da Bahia - TJBA
  • RODRIGO PEREIRA ALVES Tribunal de Justiça da Bahia - TJBA
  • SERGIO LOPES JUNIOR Tribunal de Justiça da Bahia - TJBA

Resumo

Com o objetivo de analisar o processo de privatização dos cartórios extrajudiciais no Estado da Bahia, este artigo busca evidenciar os aspectos formal e prático a estrutura e prestação dos serviços a partir do marco regulatório, Lei Estadual 12352/2011, seu funcionamento, a desjudicialização de atos, os custos, arrecadação, partilha, competências, enfim, as mudanças proporcionadas com o novo modelo de se praticar atos antes inerentes ao Estado. Embora delegadas várias competências originalmente do Poder Judiciário, com o objetivo detornar mais célere a resolução de demandas pelo cidadão, a falta de treinamento de pessoal e o alto valor das custas, ainda são fatores que impedem sua efetividade. Objetiva-se verificar as vantagens e desvantagens desta privatização e como ela interfere na vida dos cidadãos, além de abordar que, embora, seu maior propósito seja a celeridade e desjudicialização das demandas, vê-se claramente que a redução do acúmulo de demandas dos cartórios extrajudiciais não foi plenamente atingido, visto que a privatização dos cartórios extrajudiciais trouxe ao jurisdicionado apenas mais uma opção na resolução de demandas, sem, contudo, tirar-lhes o direito/possibilidade de usar o judiciário. Tal abordagem não se limita à tardia privatização dos cartórios extrajudiciais da Bahia, mas também traz um comparativo com os sistemas de outros estados, procurandoestabelecer diferenças e possibilidades gestoras de maior eficácia.

Biografia do Autor

ELIZABETE OLIVEIRA RANGEL DA SILVA, Tribunal de Justiça da Bahia - TJBA

Graduada em Secretariado Executivo (1990) e Direito (2018), ambas pela Universidade Católica do Salvador (UCSal). Técnico Judiciário do Tribunal de Justiça da Bahia desde janeiro de 2000.

JORLANIO LINO SANTOS, Tribunal de Justiça da Bahia - TJBA

Graduado em Ciências Econômicas (1992) pela Universidade Católica do Salvador (UCSal) e Direito (2011) pelo Instituto de Educação Superior UNIHANA de Salvador. Técnico Judiciário do Tribunal de Justiça da Bahia, desde outubro de 1987.

NOELY DIAS DE CARVALHO, Tribunal de Justiça da Bahia - TJBA

Graduada em Letras Vernáculas (2005) pela Universidade Federal da Bahia - UFBA e Direito (2013) pela Universidade Salgado de Oliveira - UNIVERSO. Técnica Judiciária do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, desde janeiro de 1998.

RODRIGO PEREIRA ALVES, Tribunal de Justiça da Bahia - TJBA

Graduado em Direito (2016) pela Centro Universitário UNIJORGE. Técnico Judiciário do Tribunal de Justiça da Bahia, desde fevereiro de 2011.

SERGIO LOPES JUNIOR, Tribunal de Justiça da Bahia - TJBA

Graduado em Arquitetura e Urbanismo (2007) pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos –UNISINOS e Mestre em Urbanismo, História e Arquitetura da Cidade (2011) pela Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC. Analista Judiciário - Arquitetura do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, desde outubro de 2015.    

Publicado

2024-04-16

Como Citar

OLIVEIRA RANGEL DA SILVA, E., LINO SANTOS, J., DIAS DE CARVALHO, N., PEREIRA ALVES, R., & LOPES JUNIOR, S. (2024). PRIVATIZAÇÃO: ERROS E ACERTOS NA PRIVATIZAÇÃO DOS CARTÓRIOS EXTRAJUDICIAIS NO ESTADO DA BAHIA. REVISTA JURÍDICA - DIREITO, JUSTIÇA, FRATERNIDADE & SOCIEDADE, 1(Edição especial), 142–158. Recuperado de https://www.revista.sentencadozero.com/index.php/rjsdz/article/view/389