A ESTABILIDADE DA ARREMATAÇÃO EM LEILÃO JUDICIAL: UMA ANÁLISE DO ARTIGO 903 DO CPC À LUZ DA SEGURANÇA JURÍDICA E DA BOA-FÉ DO ADQUIRENTE

Authors

  • NAYARA SOARES GUERRA MOZART Defensora Pública do Esatdo de Minas Gerais - DPMG

Abstract

O presente artigo analisa as disposições do Código de Processo Civil de 2015 relativas à alienação por leilão judicial, com foco na necessidade de observância dos princípios da segurança jurídica e da boa-fé do terceiro arrematante. Examina-se o regime jurídico do artigo 903 do diploma processual, que estabelece a irretratabilidade da arrematação após a assinatura do auto, limitando a desconstituição do ato em prol da estabilidade das relações processuais. Por meio de pesquisa bibliográfica e análise de caso concreto oriundo, o trabalho discute as dificuldades práticas na aplicação da norma, especialmente quando decisões de primeiro grau determinam a suspensão liminar de arrematações perfeitas e acabadas sob o fundamento de impenhorabilidade de bem de família ou excesso de execução suscitados tardiamente. Conclui-se que a preservação do leilão judicial é medida imperativa para garantir a confiabilidade do sistema executivo, restando ao devedor prejudicado a via da reparação por perdas e danos contra o credor.

Published

2026-04-29

How to Cite

SOARES GUERRA MOZART, N. (2026). A ESTABILIDADE DA ARREMATAÇÃO EM LEILÃO JUDICIAL: UMA ANÁLISE DO ARTIGO 903 DO CPC À LUZ DA SEGURANÇA JURÍDICA E DA BOA-FÉ DO ADQUIRENTE. REVISTA JURÍDICA - DIREITO, JUSTIÇA, FRATERNIDADE & SOCIEDADE, 1(EE3), 184–192. Retrieved from https://www.revista.sentencadozero.com/index.php/rjsdz/article/view/477